A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Título: A Menina Que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intríseca

Gênero: Ficção/ Drama

Ano: 2005
Páginas: 478

Nota: 10,0


Sinopse: 
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.




Sim, eu estou VIVA!



Confesso que demorei para ler esse livro, não porque o achei maçante, mas porque não tive tempo para ler.

A Menina Que Roubava Livros conta a história de uma garota chamada Liesel Meminger, a roubadora de livros, que eu não vou escrever aqui com essa sinopse enorme que está ali em cima. 

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi o título. A Menina Que Roubava Livros.  Se alguém criou uma personagem com tamanha sede de leitura que chega a roubar livros, é claro que eu vou ler esse livro e venerar esse escritor.

Depois, veio a narrativa. Me arrepiei quando percebi que a narradora era a Morte. A escrita é muito boa, fácil e até divertida de ler. O livro também tem pequenas anotações, assim:

EIS UM PEQUENO FATO
Você vai morrer.
REAÇÃO AO FATO SUPRACITADO
Isso preocupa você?Insisto - não tenha medo.Sou tudo, menos injusta.
Entre os anos de 1939 e 1943, Liesel Meminger passou por muito. Aprendeu a ler. Escondeu Max Vandenburg, um judeu que escrevia livrinhos e fazia desenhos para contar sua história, em seu porão. Conheceu Rudy Steiner, um amigo que ela não se deu conta de que o amava antes que fosse tarde demais. Ficou amiga de Isla Hermann, a mulher perturbada do prefeito e com uma biblioteca enorme. Roubou comida. E roubou muitos livros.


 - Que tal um beijo, Saumensch?

A verdade é que A Menina Que Roubava Livros não é sobre a história de Liesel, ou sobre a Morte, ou sobre a Segunda Guerra, o Fürher ou os livros roubados.


Não.


É sobre a força das palavras. Pena que só nos damos conta disso no final do livro. Liesel, a Morte, e até mesmo eu, amaldiçoamos a amamos as palavras durante esse livro. Se não fosse elas, Hitler não teria poder. Se não fosse elas, Liesel também não teria poder. As palavras movem o mundo. Elas criam ideias, vidas e mortes também. Elas fazem o bem, o maravilhoso... Mas também o mal e o terror. Há palavras que desencadeiam guerras. E há palavras que as fazem parar.


E, eu, finalmente me dei conta de como as palavras escritas nos livros são mais do que um entretenimento. São a força que umas poucas pessoas têm de cativar outras com suas ideias e imaginação.


A Menina Que Roubava Livros é tocante. Te emociona como apenas alguns poucos livros conseguem fazer.


Simplesmente inspirador.


Kisses,






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