Resenha: A Marca de Atena - Rick Riordan

quarta-feira, 3 de julho de 2013


Título: A Marca de Atena
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia/ Infanto-Juvenil
Ano: 2013
Páginas: 480
Nota: ♥♥♥♥♥ (5/5)

Sinopse: Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy - após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.

Os problemas de Annabeth não param por aí - ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?
O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.



Antes de tudo, essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores, O Herói Perdido e O Filho de Netuno. Ou talvez, só te deixe bem confuso sobre o que eu estou falando. Ok. Vamos lá.

O que eu posso dizer de A Marca de Atena, terceiro livro da série Os Heróis do Olimpo? Em minha opinião, é o livro mais brilhantemente desenvolvido que Rick Riordan já escreveu, exceto por, talvez, O Labirinto dos Ossos (mas isso é outra história).

O livro é narrado de quatro pontos de vista diferentes: Annabeth, Leo, Piper e Percy. Começa com Annabeth narrando a chegada do Argo II, o navio de guerra que Leo construiu, em Nova Roma, no Acampamente Júpiter, dos romanos. Os dois grupos, gregos e romanos, se encontram linda e pacificamente, e tudo continuaria assim, se não fosse que os servos de Gaia, a deusa do mal que quer ascender e destruir o mundo, possuíram Leo e o fizeram atirar contra os romanos (é, enfim. Não sou muito boa contando estórias).

Os romanos acreditam que os gregos traíram sua confiança e ficam bem bravos com eles. Por isso, os sete semideuses da profecia (Annabeth, Percy, Jason, Piper, Leo, Frank e Hazel) tem que fugir no Argo II. Eles partem para a Grécia, onde os gigantes, filhos de Gaia, vão destruir os deuses nas suas origens. 

Sete meios-sangues responderão ao chamado
Em tempestade ou fogo o mundo terá acabado
Um juramento a manter com um alento final
E inimigos com armas às Portas da Morte, afinal
- A Grande Profecia, ou Profecia dos Sete
Entre toda essa confusão, Annabeth ainda tem uma espécie de missão a cumprir em nome de sua mãe, Atena, e os sete semideuses têm apenas alguns dias para ir até Roma e salvar Nico Di Angelo, filho de Hades, meio- irmão de Hazel e que detém a informação de onde estão as Portas da Morte.

Esqueci de algo? Espero que não.

Confesso: para mim, até agora esse é o melhor livro que o tio Rick já escreveu. Quer dizer, se ele já era incrível antes de A Marca de Atena, agora ele merece um prêmio só por existir. A Marca de Atena me prendeu de uma maneira sobrenatural, sendo que ela tem tudo que eu prezo em um livro: ótima narração, personagens marcantes, nenhuma enrolação e uma trama super desenvolvida. Estava cheia de expectativas quando a esse livro e não me decepcionei.

Neste livro, foram introduzidas algumas lendas da mitologia greco-romana da forma divertida e atual do Rick Riordan. Achei a introdução de Eco e Narciso na história simplesmente brilhante, me emocionando e me divertindo ao mesmo tempo. É o meu momento preferido do livro.

Cheguei a conhecer mais os personagens também: A relação entre Leo e Hazel é... Não sei. Diferente? Legal? Bem pensada? Estranha? Sei que eu achei bem interessante e estou me perguntando o que será que vai acontecer entre esses dois.

O final acaba num pequeno cliffhanger e me fez chorar. Não vou dizer mais do que isso, se não eu começo a chorar novamente.

A Marca de Atena é um livro incrível, brilhante, perfeito e simplesmente maravilhoso. Qualquer um que diga o contrário merece uma morte dolorosa e uma passagem só de ida para o Tártaro.

Vou abrir um parênteses aqui para desabafar. Hoje eu estava passeando pelos fã-clubes de HdO no Facebook e eu vi muita gente dizendo que a Piper ou o Jason deviam morrer, porque eles eram chatos e inúteis e bla-bla-bla... Gente, hã? Podem não gostar, mas o Jason e o Percy são igualmente poderosos, e mais fortes se trabalham juntos. É essa a mensagem passada no final de A Marca de Atena e aí estão os fãs, brigando. A Piper é chata, concordo, mas ela não é inútil. Ela que convenceu os eidolons a pararem de possuir os semideuses e ela salvou a pele deles várias outras vezes também. Aliás, ninguém deve morrer. Gaia, seus servos e o Octavian devem morrer, e ponto final. E desejo uma morte dolorosa àqueles que dizem que o Leo ou o Nico vão (ou devem) morrer no próximo livro.

[Aliás, se algum deles morrer, eu vou até San Antonio, Texas e vou chutar o traseiro brilhante de Rick Riordan]

Kisses,


2 comentários :

  1. Adorei a resenha, me deixou com ainda mais vontade de ler os livros do tio Rick! Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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    1. Fique à vontade para ler, Mi! Garanto que não vai se arrepender.

      Kisses!

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