Livro | A Ilha dos Dissidentes

sábado, 25 de abril de 2015

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Ayo! Como vai a vida de vocês, queridos leitores? ♥ A minha vai bem, obrigada. Não tem nada de mais acontecendo do lado de cá, mas lembrei que li um livro incrível esses dias e faltava fazer resenha -q

E com essa fraca introdução, vamos lá!



A Ilha dos Dissidentes (2013)
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Nota: ♥♥♥♥♥ (5/5)

Já estava muito ansiosa para ler A Ilha dos Dissidentes, já que a autora, a Bárbara Morais (vulgo Bell), bloga no Nem Um Pouco Épico e é daqui de Brasília, e eu já encontrei ela várias vezes em eventos literários afora -q Além disso, ouvi muito elogios sobre esse livro, e, admito, são justos ♥

A Ilha dos Dissidentes junta dois assuntos que todos conhecem e, normalmente, gostam: distopia e superpoderes. Não é uma fórmula original: o livro Estilhaça-me, por exemplo, fez uma história com o mesmo pano de fundo. Porém, o livro nacional usou esse elemento da maneira certa e acabou indo para minha listinha de favoritos.

O universo apresentado em A Ilha dos Dissidentes é interessante e bem explicadinho: há mais ou menos trezentos anos, iniciou-se um guerra em a União e O Império do Sol. Durante essa guerra, armas biológicas e nucleares foram utilizadas e a mistura de tudo fez com que surgissem alguns humanos com habilidades especiais: os anômalos. A guerra continua acontecendo (mais em certas regiões do que eu outras) e os humanos "comuns" são separados das "aberrações" por, dizem, questões de segurança. Os anômalos são obrigados a usar roupas amarelas chamativas, vivem em cidades especiais e são tratados diferentemente. Esse contexto político-social foi muito bem pensado, e na sociedade apresentada no livro, esse sistema de separação já está tão impregnado que os personagens nem o questionam. 

Nossa protagonista é Sybil Varuna, uma orfã de Kali, uma província/zona de guerra empobrecida da União. Ela se inscreve para ser uma refugiada de guerra, mas durante a viagem de Kali para a região Pacífica, o navio Titanic III que a levava naufraga, e Sybil é a única a sobreviver. Por quê? Ela é uma anômala, com a capacidade especial de respirar embaixo d'água.

Após a descoberta de suas habilidades, Sybil é enviada a uma cidade especial para anômalos, Pandora, onde ela é acolhida por uma família adotiva (muito fofa, por sinal ♥), começa a ir à escola, faz amigos, come pizza é muito feliz. Mas, pelo bem do enredo, as coisas começam a complicar.

O livro é narrado em primeira pessoa pela Sybil e tem partes bem divididas. A primeira metade do livro introduz Sybil e os leitores à Pandora, que é vista pela garota como um lugar incrível, mágico e perfeito, tendo como referência a zona de guerra paupérrima onde ela cresceu. Ela começa a ir à escola, aprende a controlar seus poderes e faz amigos muito lindos, como o Andrei, o Leon, o Brian e a Naoki. O problema dessa primeira parte é que ela realmente toma metade do livro e depois de um tempinho eu fiquei meio "Tá, mas e a ação?". Não chega a ser cansativo - é bem divertido ler sobre a rotina da Sybil, na verdade - mas eu fiquei um pouquinho frustrada com a aventura que não chegava nunca.

Por outro lado, a segunda metade do livro parte para a ação, a correria e os feelings, e me prendeu e surpreendeu muito. É nessa segunda parte que Sybil percebe que mesmo na zona pacífica da União nem tudo são flores para quem é anômalo. A cada capítulo eu me sentia mais animada, cada reviravolta me deixada mais eletrizada e o cliffhanger no final foi ótimo e me deixou com um gostinho de quero mais e bem ansiosa para ler o segundo livro.

Os personagens, como já disse, são a parte mais importante de uma trama para mim, e a Bell soube trabalhar direitinho com eles. O Andrei é muito fofo e eu fiquei o livro inteiro me perguntando onde eu comprava um para mim. O Leon é muito interessante e quero conhecer mais ele nos próximos livros; e personagens como a Ava e a Sofia, que aparecem na segunda metade, também me conquistaram. Brian e Naoki nem receberam atenção, choremos. A única personagem que não me fisgou completamente foi a própria Sybil, talvez por causa da minha Síndrome Anti-Protagonistas, ou do meu Transtorno Contra Narrador. Ela não chegou a ser chata como já vi em alguns protagonistas, mas não foi nada muito uaaaau também.

Já indo para a parte mais técnica, A Ilha dos Dissidentes é muito bem arrumadinho. A diagramação interna e revisão não tem nada de errado, mas o destaque do livro é capa: as cores são incríveis, chamativas, e resumem muito bem a história. Vale falar também sobre os agradecimentos, super fofos e divertidos de ler.

Espero não ter esquecido de falar nada sobre esse livro. Ah, é: recomendo, muito!

Bye bye~

4 comentários :

  1. Eu comprei esse livro apenas porque era uma distopia e era brasileiro, aí eu ouvi ótimas críticas e já me apaixonei sem nem ler. Eu amei demais a ideia dos "mutantes", me lembrou muito X-Men. Já comecei a amar daí >3<
    Outra coisa que fez eu amar esse livro é que a distopia não é sem graça. Aborda sobre como a guerra acaba com as pessoas de diferentes maneiras, até transformando-as em "aberrações", mas não estraga o livro apenas em cima disse. O jeito como a Sybil narra aquilo é tão natural que nós questionamos como era realmente aquela sociedade.
    Eu também tenho algo contra protagonistas femininas >< America Singer, Sadie Kane, até mesmo um livro que eu nem terminei ainda (A Maldição do Tigre, com a Kelsey), todas essas protagonistas tem defeitos horríveis. O problema da Sybil nem sequer era um problema, mas me incomodou: ela era boazinha. Sério, isso me incomodou demais. Mas não era aquela protagonista estúpida e etc, ela era humana. Mas era boazinha e isso era chato.
    Amei também o jeito como autora mexeu com os personagens. Eu amo personagens bem feitos, pra mim isso é bem importante em um livro. Tudo que eu queria era mais atenção aos alunos (fora o Brian e a Naoki, também tinha aquela menina com poderes de fazer tremer as coisas etc) da escola da Sybil.
    Eu não fiquei com raiva de quando a história não se desenrolava nunca. Eu até achei legal ele falarem de tudo que a Sybil sentiu quando chegou à Pandora, acho que sem isso iria me sentir perdida.
    Eu estou louca atrás da continuação, mas só tem pra vender na Nobel, e eu odeio aquela livraria ç_ç Enfim, existem muuuitos livros na minha lista, mas vou fazer outra com as prioridades e colocar A Ameaça Invisível entre elas.
    Adoro suas resenhas, são muito bem feitas e não falta nada, não se deixa lacunas.
    Bye ~
    photo-and-coffee.blogspot.com

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    1. Na verdade, está acontecendo uma enxurrada de distopias nacionais nos últimos anos, só que a maioria é publicada de maneira independente e só se acha se procura keke' No começo fiquei meio apreensiva com a ideia dos mutantes, porque pode ficar bem clichê/bizarro quanto aborda esse tema, mas em AIDD ficou bunitin ♥
      A separação entre os humanos normais e as "aberrações" e todo esse sistema intrincado é uma das melhores partes de AIDD pra mim >.< Ficou tudo bem explicadinho, não é uma sociedade confusa/contraditória como tem em muitas distopias.
      Eu sou contra protagonistas no geral HAHA 8D Harry Potter não desceu, Percy Jackson também não. Gosto bastante da Sadie, tho. Acho que existe uma medida para ser boazinha. Ser boazinha a ponto de isso atrapalhar decisões em um momento crucial, que foi o que a Sybil fez, não é bom.
      Todos os personagens são ótimos - me apaixonei pelo Andrei completamente. Eu acho que no Ameaça Invisível os alunos da escola recebem mais atenção~
      Também não fiquei com raiva não! Eu gosto de histórias bem explicadinhas e narrativas mais fluídas. Só que eu cheguei num ponto em que eu falava "Tá, no próximo capítulo vai começar a ação" e não começava D: xDD
      Existe sempre a opção de comprar pela internet, Belle! Compensa bastante, vou até fazer um post sobre isso, acho que vai ser útil 8D
      Que bom que gosta das minhas resenhas ♥ Às vezes fico meio insegura sobre elas porque sinto que tô sendo pretensiosa HAHAH xD

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  2. Já coloquei na minha lista (até loguei no skoob) e espero poder ler o mais rápido possível! O que mais me chamou a atenção foi ser um livro nacional, e eu ando com a missão pessoal de incentivar esses autores. Também adoro essa temática, e eu ando me interessando nas narrativas em primeira pessoa <3 Agradeço a dica, Hannah-chan! Sua resenha está ótima, btw~
    Espero que consiga superar sua preguiça e ler Hirunaka no Ryuusei! XD E que você goste dele <3 Beijo :*

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    1. Espero que leia logo! Quando ler me avise, viu? u.u Também ando tentando ler mais nacionais~ Alguns são realmente muito originais, como AIDD \o/ Não sou lá muito fã de narrativas em primeira pessoa, mas em AIDD ficou ótimo =w= De nada, que bom que gostou da resenha )o)
      Até li o primeiro capítulo outro dia, mas acabei esquecendo de continuar e____e" Mas já deixei salvado aqui nos favoritos da web pra ler depois ^-^

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