Together | Uma história tenebrosa e cheia de sarcasmo

domingo, 29 de outubro de 2017


Ayo! Outubro, como sempre, foi uma bagunça para mim - entre estudos, provas, exames médicos, compromissos e responsabilidades, no dia 27 foi o meu aniversário! Completei 17 aninhos, no caso um dos meus números da sorte, então estou animada pra essa nova fase da minha vida ♥

Dois dias atrás foi meu aniversário, e daqui a dois dias é o Halloween, ou Dia das Bruxas! Pra isso, trouxe um post do Together temático disso. É um roteiro, com várias perguntas em cima das quais eu escrevi uma historinha de terror/eu-falando-várias-besteiras. Vamos lá?
  

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Você está com um grupo de amigos, e eles resolvem visitar um local ~assombrado~. Onde eles querem te levar?
No melhor espírito de It - A Coisa, eles inventaram de ir em uma entrada de um esgoto onde várias coisas misteriosas já aconteceram.


Ok, o local foi definido - mas e aí, qual a sua reação? Você vai?
Mas é claro que não.

Seus amigos são sacanas e já tinham decido te arrastar independente da sua vontade. Como é o trajeto?
Cheio de comentários sarcásticos, olhares sujos e suspiros de ódio (vindos de mim, é claro).

Ok, parece bom. Chegando lá, ninguém quer entrar no local ~assombrado~, e resolvem tirar no palitinho. Quem foi o escolhido? Claro que é você! E agora?
Apesar de eu não ser exageradamente corajosa, sou o suficiente para avançar primeiro em várias situações. Esse não era o caso; eu olhei pra dentro da escotilha, senti aquele cheiro horroroso e vomitei magnificamente.

Bom, você é o protagonista, então independente da pergunta anterior, você adentra o local ~assombrado~. Quais são as primeiras 3 coisas que você vê?
1. Água marrom, provavelmente com cocô.
2. Eletrodomésticos e outros lixos largados lá.
3. Um movimento estranho por baixo da água. Parecem bolhas ou pequenos redemoinhos.
Se era seguro andar na água suja com aparelhos elétricos no meio e movimentos estranhos, não era, mas ninguém imagina que alguém iria realmente entrar ali, né?

Hm, é, ok. E aí, é ~assombrado~ mesmo?
Esses redemoinhos estranhos provavelmente são ratos. Ratos nadadores. Continuo cética.

Tá. Bom, de qualquer maneira, você precisa explorar um pouco mais. Ah é, seus amigos te obrigaram a fazer uma aposta! Qual era a aposta?
(Gente mas que bando de amigo chato que eu tenho.)
Ai, vamos lá. Depois de uns cinco minutos parados na entrada do esgoto, meus amigos viram e sugerem uma aposta. Decidimos por se separar e tentar assustar uns aos outros. Ganhava a aposta quem conseguisse dar o maior susto. O que poderia dar errado?

Ok, missão definida, você está desbravando o local. O que está acontecendo?
Nada, na verdade. Os movimentos estranhos abaixo d'água aparecem aqui e ali. Eu ouço os passos dos meus amigos batendo na água e diminuindo de volume cada vez mais, até que fica tudo silencioso, exceto pelos meus próprios passos e grunhidos de nojo.

Ei. Você ouviu isso?
[Em pânico] Que.

Ufa. Era só a sola do meu sapato fazendo barulhinho. Continuemos. A propósito, você não está mais sozinho. Fique atento.
Estou ouvindo um barulho esquisito chegando cada vez mais perto. Parece com um grito muito, muito agudo, como aqueles apitos para cachorros, quase inaudível. Ah, que maravilha.

Você provavelmente tinha algum instrumento com você. Se for uma lanterna, ela vai cair num buraco. Se for um celular, vai acabar a bateria. O que você vai fazer agora?
A minha primeira ideia é dar a meia volta e sair correndo. Mas...

Você acaba de se dar conta de que está perdido no local e não consegue mais ouvir seus amigos. Qual a primeira coisa que te passa pela cabeça?
Meu Deus do céu, eu tô muito ferrada.

Tem algo atrás de você. Mas você não pode ver. E agora?
Tateando, consigo encontrar um objeto enorme encostado a uma das paredes. Parece ser uma geladeira... Encontro a maçaneta. A porta é um pouco pesada, mas posso me esconder dentro dela!

Parece um plano. Continue assim. Enquanto isso, você percebe que está cada vez mais escuro. O que você faz?
Mais força. Abre, porta!

Tem algo aqui. O que é?
Não sei e não sei se quero saber. O barulho estranho chega mais perto. Perto de meus pés, sinto um movimento leve, quase que fazendo cócegas em mim.

Certo. Qual o seu plano pra se livrar disso?
Sentar e chorar.
Finalmente, consigo entrar na geladeira e fico quieta, prendendo a respiração. Bem no momento em que o barulho esquisito soa alto, claro e ensurdecedor à minha frente. Ensurdecedor demais. Olho pro chão da geladeira onde estou escondida; a água vaza para dentro, apesar de não haver nenhuma abertura - é dela que vem o som estranho, gritos desesperados, agudos e ininteligíveis.

Você não conseguiu se livrar disso. Agora, está ouvindo vozes. Não são seus amigos. O que você faz?
As vozes do lado de fora são casuais e descontraídas, mas é impossível me concentrar na conversa com os gritos que me atordoam. Sinto que as pessoas lá fora não são reais, e eu estou só ficando louca.

Bom, a essa altura você já amaldiçoou todos os seus amigos, a sua sorte e toda a sua árvore genealógica. Qual o plano?
Quando as vozes somem por completo, decido que ficar ali não ia me ajudar em nada. Saio da geladeira e observo os arredores. Os gritos ainda altos e bizarros, e ainda está escuro como breu, mas com uma mão na parede vou seguindo o caminho.

Em meio a seu desespero, você encontra um objeto que pode te ajudar. O que é, e como você vai usá-lo?
No meio do caminho tinha uma pedra.
Tropeço em um objeto que não reconheço. Algo me diz que deve ser importante, então - com a adrenalina que me resta - meto a mão na água suja e tiro um objeto pesado, um pedaço de pedra no formato de um cristal maciço do tamanho de uma bola de beisebol, com rachaduras (ou algum tipo de inscrição) por todo ele. Decido que, mesmo se não for importante, será uma ótima arma contra espíritos do mal, e o agarro com força e desespero, seguindo em frente na direção do que eu acredito ser o caminho pelo qual vim, porque lá lá no fundo, vejo uma luz.

Em posse do seu plano e do seu objeto, você chega a um novo ambiente no local. Descreva o lugar.
A luz não vinha da entrada por onde eu vim, mas de um novo cômodo, grande, todo feito de pedra cinza e com um teto alto, de onde pendiam lanternas de papel. O local era um pouco menos fedorento e mais arrumadinho que o resto do esgoto. Parecia outra dimensão, e não parecia que aquilo tudo cabia no subsolo nem tão profundo em que eu estava. No centro do cômodo, um pedestal também de pedra cinzenta.

Neste ambiente, você encontra um caderno, parece um diário. Como ele é?
No topo do pedestral, encontro um livro. Sei que é burrice ir direto para o local onde um livro misterioso está, mas é impossível resistir. O objeto emana uma aura estranha e misteriosa. Ao pegá-lo, observo a capa de couro, a costura das páginas e abro na folha de rosto. Ali, está escrito um nome. É o meu nome.

Você eventualmente descobre que o diário foi escrito por você. Você está morto há 33 anos, e sua alma está presa ao local. Algo te impede de seguir adiante e, se você não descobrir o que te prende no mundo terreno, está fadado a repetir o mesmo ciclo todos os dias, por toda a eternidade. Qual a sua reação?
Penso em um monte de palavrões. Fazia sentido. Se eu estava ali há tanto tempo, explicava porque o cômodo estava ali, onde eu tinha certeza que era a passagem por onde tinha entrado. Muita coisa muda em 33 anos - meus amigos, que me convenceram a descer até ali, estariam totalmente diferentes, se é que sobreviveram.

Você consegue se lembrar o que te prende no plano terreno?
Meus amigos. Preciso descobrir o que aconteceu com eles!

Havia algo com você no meio da história. Está de volta. Você pode fugir ou interagir. Tomada a sua decisão, o que acontece?
Antes que eu possa reagir, o barulho estranho, o grito agudo e ensurdecedor, retorna. Ele chega cada vez mais perto, como naquela hora em que me escondi na geladeira. Provavelmente foi isso que me matou - mas agora eu sei que não posso morrer de novo, certo? Fixo os pés no chão de pedra e ergo a cabeça na direção de onde o som vem - é aí que percebo que ele parece vir de dentro de mim. De repente, água suja de esgoto começa a brotar no chão, do absoluto nada. Fujo de onde a água aparece, mas não adianta nada, ela continua surgindo em cada vez mais pontos e inundando a sala. Rapidamente está na altura do meu queixo.

Você está caindo. O que está acontecendo?!
Quando a água me cobre completamente, sinto como se um alçapão gigante tivesse aberto debaixo de mim. Caio infinitamente na escuridão junto com a água marrom e nojenta. "É assim que se vai para o inferno?", é a última coisa que penso antes de tudo ficar escuro.

Você acordou na sua cama. São 5:55 da manhã. Foi tudo um sonho?
Provavelmente sim. Não penso muito nisso. Já está na hora de me arrumar para a escola, então levanto, me arrumo e durante o café conto para minha mãe o sonho esquisito que tive.

Você começa a seguir sua rotina. Há uma sensação de deja vu. O que você está pensando?
Meus amigos parecem normais, e a escola segue na mesma rotina exaustante de sempre. Mas, quando abro a mochila para pegar o material, topo com um objeto estranho num bolso escondido. É o cristal de pedra cheio de inscrições que encontrei no esgoto. No sonho.
Quê?

Você acaba de descobrir algo relevante para a história. Nos conte!
Que obviamente não foi um sonho.

Com a sua descoberta, a história tem um plot twist (reviravolta). O que está acontecendo agora?
Se não foi um sonho, então eu estou morta? Isso não faz sentido, porque todos ainda interagem comigo normalmente.- ou seja, estou vivinha.
Por enquanto. Se eu ainda não morri, então eu ainda vou.

Você está de volta ao local. Explique.
Okay, eu sei que ao chegar à conclusão de que vou morrer em breve, a última coisa que eu deveria fazer é ir direto para o esgoto abandonado, mas é. Nos filmes sempre fazem isso e dá certo, não? Além disso, eu tinha uma teoria, e precisava comprová-la.

Você precisa realizar uma ação. Qual?
Eu tinha viajado no tempo, disso eu tinha certeza. De estar viva, para morrer e vagar pelo esgoto 33 anos depois, e agora estar viva e seguir minha rotina novamente. Isso significava que eu precisava fazer alguma coisa, agora, para impedir minha alma de continuar vagando daqui a 33 anos. O cubo esquisito devia ter algo a ver com isso, e a água do esgoto com vida também.
Andando pelo esgoto e armada com uma lanterna, fico de olhos e ouvidos abertos e atentos. É então que eu noto coisas pequenas se alterando: um objeto que não estava ali de repente está, uma sujeira na parede que some e desaparece, o nível da água que muda de vez em quando, caminhos que parecem ter sido refeitos, construídos ou demolidos em questão de segundos, e então trazidos de volta à forma original. Também vi mudanças em mim mesma, como sujeiras novas, roupas diferentes e cabelos mais longos. Fiz um teste e andei em um caminho que eu sabia ser um círculo uma vez, e na segunda andei um pouco mais rápido. Tive o relance que eu precisava para confirmar minha ideia: vi a mim mesma, andando um pouco à frente.

Depois de tudo, você só consegue pensar em uma coisa: o que é?
Eu não tinha viajado no tempo, pelo menos não linearmente - eu estava num espaço onde não existia tempo - tudo acontecia ao mesmo tempo, tudo que acontecia se misturava. Isso também explicava o diário - devia ser difícil viver nesse universo, sem ter a mínima noção de em que ponto da sua vida estava.

Parabéns! Você chegou ao final. Você sobreviveu?
Chego ao cômodo largo onde estive antes, mas dessa vez não há diário no pedestal, e sim vários bilhetinhos, todos escritos como que às pressas, na minha própria letra.
"O esgoto é algum tipo de entidade, que vive de maneira não-linear, um ser da 4ª  dimensão"
"Por algum motivo, eu o irritei e ele me matou"7
"Mas apareço viva ainda, às vezes, já que nada aqui é muito exato no tempo"
"O esgoto não me quer aqui"
"Eu descobri por quê - é o cristal" 
"Eu o roubei do esgoto. Ele o quer de volta, mas não sabe que eu ainda o tenho"
"Posso mudar a história e sobreviver, se devolver o que roubei enquanto viva"
"Três passos para a direita, sete para a frente"
"Olhe para cima"
"Um espaço vazio à esquerda"
"Encaixe o cristal"
"Rápido, antes que ele te descubra!"
Sigo as instruções de meus eus de outros tempos rapidamente, mas nesse momento já começa a brotar água do chão. Encontro o espaço vazio, mas é muito alto, não consigo alcançá-lo. A água sobre cada vez mais, cada vez mais. Quando chega ao meu ombro, percebo que se eu boiasse, conseguiria alcançar o espaço! Relaxo o corpo, pego o cristal e estico o braço. O objeto se encaixa no buraco na parede com um clic satisfatório. E é como se a água soltasse a respiração. Eu caio para a escuridão novamente, mas dessa vez não parece ser um "fora daqui, embuste!" e sim um "por favor, saia".
Acordo de novo na minha cama, segura e salva, com minha mãe me cutucando e dizendo que eu estava atrasada.

Tem certeza?
Sim, ué.

Mesmo, mesmo?
Ai meu deus, lá vamos nós.

Você se depara mais uma vez com o diário. O que está escrito?
O diário está embaixo do meu travesseiro, como que rindo da minha cara de trouxa por ter achado que tudo estava acabado. Mas ao folheá-lo, percebo que está vazio, sem nada. Exceto pela folha de rosto.
"Não morri. Aleluia!"

Com o que você descobriu, coloque um fim nessa estória, de uma vez por todas!
Disse à minha mãe que estava passando mal. Depois de quase morrer, realmente morrer e voltar, eu honestamente só queria dar mais um cochilo.


  

Ave maria, que post trabalhoso! Era pra eu ter postado isso há muito tempo, mas quando achei que tava acabando, não estava nem na metade das perguntas :'D Kudos pra Shana por ter elaborado isso tudo )o)

Felizmente, consegui postar no prazo e até que ficou legalzinho, eu acho ♥ Misturei It com alguns filmes de ficção científica que eu vi ultimamente e ah, acho que ficou okay. Só eu pra transformar uma história de assombração em uma pseudo-scifi. Caso tenham interesse em saber o que exatamente são os tais seres de 4ª dimensão (sim, eles são possíveis! Science is awesome!), confiram este vídeo, é bem interessante!

É isso. Já aceitei que o Meu Mundo se transformou em um blog de "autora sendo aleatória e misturando temas que não tem nada a ver" -q Só espero que isso não faça você desistirem daqui :')

Até a próxima! ♥

3 comentários :

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